
Leiam, depois, um antigo artigo: Passividade Colonial
Gigante pela própria natureza, o Brasil é uma analogia ao Grande Circo, em homenagem a cada palhaço que faz parte dele.
Vejamos... mais de 180 milhões de palhaços no picadeiro, onde o público são estrangeiros, que pagam alto para explorar nosso mercado, nossos bens e alienar nossos consumos.
O brasileiro é o artista que, em espetáculos circenses ou em outros, se veste de maneira grotesca e faz gracejos, momices, pilhérias e trejeitos, às vezes combinados com malabarismos, para divertir o público estrangeiro, como se fosse uma colônia a ser explorada, reportando-se aos paradigmas e culturas alheias.
A grande terra da miscigenação, como diria o saudoso Professor Darcy Ribeiro, é um picadeiro gigante, onde vários palhaços sobrevivem a regra do jogo ditado por palhaços maiores, posicionados ao planalto central do espetáculo e recebendo, sempre, aplausos e pedidos ofegantes, como o acesso a democracia justa e aos direitos básicos de um ser.
Hoje é Dia do Palhaço, dia 10 de dezembro, mas deveria ser o Dia do Brasileiro, destinado a comemorar o perfil imposto a nossa margem populacional.
Embora existam palhaços que usam carregar muito a maquiagem, eles são a essência da representação do humano, e, por isso, devem moderá-la para que apareça a pessoa por trás do nariz. O corpo e o olhar são os principais instrumentos de relação do palhaço com seu público.
Viva ao Brazil!

