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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Negócio da China.


No incrível mundo da imaginação assistimos todo o tipo de desvio e descaso com o dinheiro público.

Agora o trem chinês, que atenderá o Metrô Rio, aguarda a adaptação de inúmeras plataformas, ou seja, por falha da execução de seu projeto sua fabricação foi feita para moldes diversos do padrão adotado pelo Metrô Rio.

O problema é simples: os vagões não suportam a possibilidade de curvas em velocidades ao passar por algumas estações e não conseguem abrir as portas em segurança para o desembarque em outras, o que, para viabilizar sua condução, obriga o aumento do vão entre o trem e a plataforma em até, pasmem, 20 (vinte centímetro).


O aumento do vão leva a adaptação, somente, dos novos modelos, aumentando a distância entre o trem e a plataforma dos trens antigos, em funcionamento.

A administração do metrô nega, com veemência, que as adaptações sejam feitas para adaptar as estações ao novo trem, já o Sindicato dos Metroviários do Rio de Janeiro confirmam o erro do gabarito, chamando de grotesca a falha no projeto.

Em dois pontos merece destaque as afirmações:
1-     O trem é que deveria vir adaptado com os projetos das plataformas;
2-     Novas obras, consideradas emergenciais, não precisam e licitação e custam, quase sempre, o triplo do valor.

Conclusão: negócio da china.
Moral da História: o povo é muito tolo!

sábado, 14 de julho de 2012

#KdPatricia

A Tag é autossugestiva, assim como o caso em si.

Como é possível uma pessoa desaparecer nas mãos do Estado?
Como o Estado pode omitir tanto um crime?
Como um crime pode ser perpetuado pelo ente estatal?

Algo que vem desde os regimes tiranos, vislumbramos indagações que demonstram um Estado Democrático de Direito asfixiado por suas mazelas, sepultando a justiça e a liberdade, propagando a injustiça e a prisão.

Impossível uma família ser refém de informações, presa no tempo do desaparecimento de sua ente querida, tentando buscar a solução do óbvio.

Patrícia desapareceu nas mãos do Estado que colocou nas ruas marginais fardados, aptos para qualquer tipo de transgressao a uma lei penal, a mesma que permite ao Estado omitir as verdadeiras informações de um homicídio, perpetuando a ocultação de um cadáver como um mero incidente social.

Um caso tão triste e simples, onde os executores são conhecidos e protegidos por um advogado sem qualquer tipo de escrúpulos - Nélio Andrade (defensor dos bicheiros e milicianos oprimidos pela lei) - e abraçados por uma Justiça propagadora dos vultos ilegais, enterram uma família toda no lugar do corpo DEVER do Estado continuar com a busca ao corpo da Engenheira morta, desaparecida e esquecida por quem deveria proteger o ser da violência.

Usem a tag, manifestem a tag e propaguem a notícia, antes que o próximo seja alguém próximo de nossos corações.

#KdPatricia


13/07/2012 18h46 - Atualizado em 13/07/2012 20h25

Após buscas por engenheira Patrícia, juíza adia decisão sobre caso

Justiça quer informações sobre objetos apreendidos em sítio.
Os quatro PMs acusados negaram as acusações.

Marcelo AhmedDo G1 RJ
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Mãe de Patrícia acompanha audiência no TJ (Foto: Marcelo Ahmed / G1)Mãe de Patrícia acompanhou audiência no TJ
(Foto: Marcelo Ahmed / G1)
O resultado da busca e apreensão pela ossada da engenheira Patrícia Amieiro acabou estendendo o prazo que a juíza Ludmilla Vanessa Lins da Silva, da 1ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, decisa sobre a pronúncia dos réus. O caso pode ou não ir a júri popular.
Ao fim da audiência desta sexta-feira (13), a juíza afirmou que vai expedir um ofício para a Divisão de Homicídios (DH), para que a polícia informe, em um prazo de cinco dias, quais objetos foram apreendidos no sítio no Itanhamgá, na Zona Oeste do Rio, e para onde eles foram levados.
Em seguida, o TJ vai abrir vistas à defesa, para que tenha acesso ao processo. A juíza também disse que vai oficiar o Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) e determinar um prazo pra que a perícia seja feita.
Só após a conclusão da perícia é que a juíza vai abrir as alegações finais, que são feitas em até 10 dias. Os quatro policiais militares acusados de matar e ocultar o cadáver da engenheira negaram as acusações. Eles foram interrogados novamente nesta sexta-feira.
Patrícia foi vista pela última vez quando saía de uma festa no Morro da Urca, na Zona Sul da cidade, no dia 14 de junho de 2008.
PMs acusadosO delegado Marcos Reimão, última testemunha a ser ouvida na audiência de instrução de julgamento do desaparecimento da engenheira, que teve início às 15h desta sexta, afirmou ter convicção da participação dos quatro policiais militares na morte da engenheira. Reimão esteve à frente das investigações na época. O depoimento dele durou 1h40.
O delegado informou que vários detalhes o levaram a essa conclusão, entre eles o fato de vários carros da PM terem estado no local e o próprio estado emocional dos policiais, já que de início o caso foi tratado como acidente.
Buscas por ossadaApós o anúncio oficial do fim das buscas pela ossada da engenheira Patrícia Amieiro, o irmão, Adriano Amieiro, fez um apelo emocionado ao governador Sérgio Cabral, nesta sexta, e ao secretario estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, para que os trabalhos continuassem no local.
"Eu entendo e respeito a opinião do Corpo de Bombeiros, que são especialistas. Eu confio no trabalho do MP e da polícia, mas peço que as buscas não terminem aqui no sítio. A gente acredita que as roupas sejam da Patrícia, sentimos que ela possa estar aqui, então, eu faço um apelo ao governador e ao secretario Beltrame para que as buscam continuem só mais um pouquinho", disse ele, que foi amparado por um psicólogo da Polícia Civil.
De acordo com o comandante Vítor Leite, do 2º Grupamento de Socorro Florestal e Meio Ambiente, as equipes fizeram uma varredura em todo o terreno do sítio, com o auxilio de seis cães farejadores. Ele afirmou que durante as buscas, os bombeiros encontraram duas ossadas de animais, uma de bode e outra de cachorro, e vários objetos pessoais, como tênis, prendedor de cabelo e brinquedos.
"Nós dividimos as equipes em três, elas subiram até o cume do morro, fazendo uma varredura, até a base da pedra,começamos o serviço as 9h, encontramos algumas ossadas de animais, até porque o sítio tem animais, e a equipe regressou fazendo um pente fino. Encontramos uma cisterna, e não encontramos nada lá dentro, e para os bombeiros os trabalhos também estão encerrados", disse ele.
Na manhã desta sexta, equipes que tentavam localizar a ossada de Patrícia em um sítio no Intanhangá, Zona Oeste do Rio. Os trabalhos realizados por cerca de 200 agentes do Ministério Público, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros, da Light e da secretaria municipal de Conservação foram concluídos por volta das 12h45.
Quatro anos desaparecida
Na noite de 14 de junho de 2008, a engenheira Patrícia Amieiro Franco, então com 24 anos, desapareceu ao voltar de uma festa na Zona Sul para sua casa na Barra da Tijuca. O carro de Patrícia foi encontrado no Canal de Marapendi. A perícia feita no veículo encontrou vestígios de tiros. Quatro policiais militares são acusados de matar e ocultar o cadáver da vítima, que teve morte presumível decretada pela justiça em junho de 2011.

sábado, 30 de junho de 2012

Mordaça Eleitoral


Vide postagem anterior: Censura da Liberdade,


A partir do dia 1º de julho as emissoras de rádio e televisão estão proibidas de transmitir propaganda política ou dar tratamento privilegiado a candidatos em sua grade de programação, ou em noticiário. A proibição está prevista na Lei 9.504/97, que rege as eleições no Brasil, que ainda veda - incrivelmente - a montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo, que venham a degradar ou ridicularizar candidato, partido político ou coligação.


Montagem, neste caso, não é burlar, é, simplesmente, editar uma reportagem ou gravar.

Ou seja: não falo, não vejo e não escuto!

E você achando que não existe censura?

Não pode divulgar:
- crimes;
- denuncias;
- escândalos;
- qualquer coisa que venha a degradar a imagem do candidato.

Vale lembrar que o dispositivo da Lei Eleitoral, apelidado como Lei da Mordaça, tem como fim proteger a imagem do candidato de qualquer manobra externa, ou seja, interesses escusos que poderiam atrapalhar a candidatura do mesmo com a plantação de notícias fraudulentas, porém, no mundo da realidade, o que era a solução no reino de Alice - acompanhada do seu tapete mágico (que esconde toda a sujeira possível) -virou, na realidade, uma salvação para um ninho de corruptos.

Aonde a LIBERDADE é a chave da VERDADE o SILÊNCIO é a porta da MENTIRA!




segunda-feira, 18 de junho de 2012

Acessibilidade?

O menino Hugo, um fanático e reconhecido torcedor do Vasco é portador de deficiência visual, além de um enorme amor ao time de coração.

Uma espécie de talismã que não reconhece o tamanho físico de uma trave, porém reconhece a emoção , de um gol, sabe, como ninguém, o que é gostar e amar.

A cegueira é oriunda de um tumor cerebral, já o amor é oriundo da superação de enxergar o que é o amor.

Em um mundo cheio de preconceitos ele sobrevive pelo estímulo de ouvir o seu time, vibrar com cada lance e compartilhar com a alegria e inocência da sua idade.

Infelizmente o menino foi impedido, no jogo contra o Palmeira (17/06/2012), de entrar no gramado junto dos jogadores, sendo vedado o acesso e negado o sonho que se renova ao sentir o amor, o suor e a alegria de estar presente.

A entrada em campo é o momento de maior emoção para o garoto, sempre amado pelo elenco vascaíno e reconhecido pela torcida. Um xodó, um exemplo e um nobre coração.

O garoto já foi tema de reportagem, ganhou prêmio e reconhecimento da nobreza de seu coração, mas tudo isso foi massacrado por um gesto estúpido de alguém que se diz "normal".

Infelizmente a mentalidade humana não é capaz de observar a importância do amor, a vontade da superação e a alegria de viver. 


Impedir o acesso deficiente visual é fácil, difícil é compreender a cegueira de não saber o que é a acessibilidade.


Devemos respeitar o livre acesso, o amor e todo o tipo de sentimento fraterno e honesto.

É admissível evitar a acessibilidade? É justo? É coerente?

Vivemos em um país de todos?

A maior deficiência de um país é não admitir sua própria deficiência.

Compartilhem a notícia e descrevam o quanto é repudiante tirar um sonho de criança.




92 Ecos depois...

O maior erro é falar que este movimento da Rio +20 em nada modificará nossas mentes, ou a de quem participou.

Na Eco 92 o novo surgiu em questões ambientais, tendo cada um a sensação de um navegante que descobre a terra para aportar.

O volume de arte era intenso, engarrafando nossas mentes com misturas e civilizações, todas em um mesmo parque, projetado pelo homem e alimentado pela natureza em sua bela paisagem.

Uma cidade transformada em um parque de culturas em variados temas, soluções, eventos, atrações e um grande troca-troca de informações (não existia o termo "back-up" amadurecido em nossas mentes).

Não existia raça, credo ou política, porém o que existia, de maneira feroz, era a vontade de sanar um intercâmbio de informações, onde um país chamado Brasil iniciara a sua abertura de mercado e de visões, já o mundo assistia um novo mundo de informações e mercado.

Uma salada, com várias faces e cores, cabelos e roupas, manias e características.

Em particular acompanhei a criação de uma arte, arte esta que sobrevive até hoje esculpida em uma pedra localizada no Parque do Flamengo criada por um artista Chinês chamado Kim.


Foi a primeira vez que tive a oportunidade de ver uma arte em sua plena elaboração, viver uma arte e ter a ideia do que ela é.

Naquela pedra, hoje vandalizada, existe uma visão de um país novo, de uma cidade nova, de um povo novo, pelo menos ao olhar estrangeiro. Lá tem o Cristo, o Pão de Açúcar, o céu e toda a paisagem registrada pela a mente de um artista encantado pelo volume de informações de uma país.




Eu, criança, pude vivenciar o nascimento de informações e posições cravadas naquela arte, uma soma de surpresas e satisfações de um ambiente sustentado pela vontade de aprender e conviver.

Naquele momento o país parou de discutir sua inflação, sua instabilidade política e todo o seu antro de corrupção para debater que natureza era aquela.


A maior tecnologia que tinha em mãos era a implantação do cartão telefônico, algo novo e super moderno, substituindo as fichas dos inúmeros olherões, pequenos para a quantidade de pessoas que queriam falar o que visualizavam de novo.

A fala. Ouvi dialetos e idiomas na velocidade de quem consulta o google hoje, sem compreender uma vírgula do que falavam, mas observando os gestos tentando traduzir o impossível.

Uma pangeia de informações continentais,  tendo árabes, europeus, asiáticos, brasileiros, índios e diversas nações debatendo sobre a sua de terra e a vontade de descobrir o novo, sem invadir ou destruir a nação alheia, mas com a vontade de saber e saber mais e mais.

O termo chuva ácida era novo - tinha medo de ir a São Paulo por ser destacada como uma cidade que sofria pela poluição e uma camada que transformava a chuva em ácido - assim como o conhecimento de que o aquecimento era global e gerado por nossas riquezas extraídas e empregadas de maneira incoerente.

Passados 20 anos da Eco-92, foram realizadas 17 Conferências das Partes (COP) sobre mudanças climáticas, nove COPs sobre desertificação e  outras dez sobre biodiversidade. Muitas promessas e medidas foram tomadas, mas os desequilíbrios climáticos se aceleraram, a biodiversidade regrediu e a desigualdade social no mundo escalou.

Tudo era novo e tudo virou velho, tudo virou eco da Eco.

domingo, 17 de junho de 2012

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Rio +20 sim!

A censura é a arte dos fracos ofuscados pela liberdade.

Com este conceito podemos refletir a trite realidade da Rio +20, um evento com uma importância única, porém com mazelas desproporcionais ao desenvolvimento humano. 


A principal mazela, plural de todas as outras, é resultado de uma pergunta:quem vai pagar a conta?



Uma resposta sem fim, ou melhor, sem destino, pois, incrivelmente, o norte dos diálogos são impostos pelas grandes potências, justamente as que poluem mais e entorpecem o meio-ambiente com um famigerado desenvolvimento degradável.

O ponto é tão cardeal que uma das principais propostas é, simplesmente, portar o ônus da sustentabilidade ambiental para os países em desenvolvimento, esquecendo aqueles que desenvolveram dilacerando o meio ambiente.

Nesta prévia resta um elogio, a ausência de um tratado singular, um suposto plano B.
Todos sabem que o tratado reserva serve para descartar o principal, sendo uma fonte para esgotar as negociações com uma suposta, porém vazia, solução.
A questão é igual a de 1992, ou seja, vai ou racha?


E quantas mudanças de 1992 até 2012. Pensar que a ECO 92 foi o primeiro traço de um país democrático, pós ditadura, sinalizando que abraça o meio ambiente.

O regime ditatorial era tão ríspido que, apoiando aliados importantes, fechava as portas para qualquer tipo de debate ambiental, apoiando desde a implantação de empresas sem medida preventiva e estudo de impacto ambiental.

A Conferência do Rio ECO 92 fixou o conceito de desenvolvimento sustentável e contribuiu para a mais ampla conscientização de que os danos ao meio ambiente eram majoritariamente de responsabilidade dos países desenvolvidos. 

O desenvolvimento com o apoio financeiro e tecnológico para avançarem na direção do desenvolvimento sustentável foi um traço abordado e costurado, elevando o conceito de que as grandes potencias tem o seu dever de modernizar e ampliar o combate contras seu próprio efeito destrutivo.

Logo uma pauta extensa citava temas como a mudança do clima (origem ao Protocolo de Quioto), ar e água, transporte alternativo, ecoturismo, redução do desperdício e redução da chuva ácida.
Todos os temas da pauta originaram inúmeros tratados, desde da conscientização industrial até ao destino de nossos detritos. 

Agora a Rio +20 vem com a reflexão dos temas rebatidos na ECO 92, tendo como norte a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza, além da estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável. 

Honestamente, todo o discurso de que tal ação não acarretará mudanças é um mero joguete de nações desunidas, pois, obviamente, nada saíra de pleno da Rio +20, porém como a Eco 92 seus reflexos serão futuros, com maiores tratados e uma cultura diferenciada entre a responsabilidade social e conservação ambiental.

Vale homenagear a união dos povos da ECO 92 e torcer que o mesmo tenha destino na Rio +20.






Governador Leonel Brizola.
De punho fechado comemorando o sucesso do evento, muito criticado pela suposta falta de estrutura, porém muito elogiado pelo forte desenvolvimento em eventos e civilidade.
           Dalai Lama e Joãozinho Trinta